É com prazer que a BSCRT vos vem falar das suas iniciativas, tanto no que respeita a algumas passadas como a algumas futuras.
Relativamente ao Concerto de 25 de Abril, realizado no Teatro do Campo Alegre, com a participação especial de quatro coros: Orfeão de Gondomar, Orfeão do Porto, Orfeão da Foz do Douro e Grupo coral de Baguim do Monte, que tinha como principal objectivo a angariação de fundos para a banda!
Este concerto revelou-se, para muitos dos músicos participantes, uma experiência inovadora onde tiveram a oportunidade de tocar acompanhados pelos quatro coros anteriormente mencionados, o que culminou na junção de 200 músicos e coristas, que partilharam o seu gosto pela música, numa experiência inovadora.
Contudo, para que tal fosse possível, este projecto requereu um trabalho prévio de ambas as partes e foi necessário haver, por parte de todos, muito esforço, dedicação, e horas de ensaio. Mas, no final, o esforço foi recompensado pelos aplausos que se entoaram no auditório, entre o soar das vozes, envoltas na melodia da banda!
Este ano, realizamos o III Encontro de Bandas promovido pela BSCRT, onde contamos com a presença da Banda Velha União Sanjoanense – Oliveira de Azeméis -e da Sociedade Filarmónica de Crestuma – V. N. Gaia.
Este tipo de iniciativas promove a socialização e amizade entre bandas e músicos, a cooperação e o espírito de equipa e é sempre uma nova experiência, que culminou com facto das bandas terem sido regidas por diferentes maestros quando tiveram oportunidade de tocarem todas juntas! “O III Encontro de Bandas, na minha opinião, foi o melhor, não só pelo nível elevado das três bandas, mas também pelo excelente convívio que se proporcionou ao longo de todo o dia.” (Filipa Dinis, clarinetista da BSCRT).
Sobre isto Andreia Reis (saxofonista da BSCRT) acrescenta que “a BSCRT tem vindo a presentear os seus músicos com muitas iniciativas esplêndidas, de entre as quais uns encontros de bandas e, em especial, o III encontro, que deu a oportunidade a todos os jovens músicos de serem regidos por um maestro diferente em cada peça, para experimentarem novos e diferentes tipos de regência. Pessoalmente, achei a iniciativa mais interessante, pois só havia sido orientada por dois maestro até então. Já para não falar no facto de ter “cento e tal” músicos a executarem BEM três obras escolhidas a dedo.”
Estes encontros “também permitem ver velhos amigos, conhecer novos e partilhar experiências musicais!” (Filipe Ribeiro, Trompetista da BSCRT), o que provavelmente leva Ana (trompista em Crestuma) a afirmar que “Eu gostei muito do encontro de Bandas em Rio Tinto!”.O Concerto das bandas foi, ao longo da noite, animando tanto os músicos integrantes do agrupamento que actuou, como o público presente (“Acho que foi bastante positiva esta iniciativa de novamente juntar três bandas para tocarem juntas! Gostei!”, Ana Rosa Ribeiro, acompanhante), pelo que fazemos um balanço positivo desta iniciativa.
Todavia, as iniciativas da BSCRT não se cingem apenas a concertos e festas: uma das mais antigas, e que permite o funcionamento e o aumento dos diferentes naipes da banda, é a escola de musica.
Esta escola, sem fins lucrativos, tem como objectivo principal formar crianças, jovens e adultos para que possam ingressar na nossa Banda. Sempre que possível, tentamos evitar que tenham custos adicionais com os instrumentos, emprestando todos o que esta colectividade possui e pode disponibilizar.
Promovemos a musica como arte, principalmente nas camadas mais jovens, e ensinamos desde as noções mais básicas de solfejo, à técnica e excussão de um instrumento. “Quando entrei para a escola da banda queria aprender saxofone, mas comecei por aprender clarinete e até gosto! A existência desta escola é uma boa iniciativa e muito positiva!” (Catarina Moreira, clarinetista da BSCRT). Para incentivar os futuros músicos realizamos, de quando em vez, um mini concerto (normalmente no aniversário da banda) onde os alunos podem mostrar o que já aprenderam.A Escola, como já foi dito anteriormente, é gratuita e qualquer pessoa pode ingressar nela e assistir às aulas que funcionam ao longo do ano, às quartas-feiras durante a noite e sábados à tarde, na nossa sede. Assim sendo, num regime não remunerado, jovens músicos e até mesmo músicos mais experientes disponibilizam-se a ensinar o que sabem, e as aulas são supervisionadas pelo regente do núcleo de músicos Jorge Dinis e pelo trompista Rita.
Quando já se encontram preparados a participar no conjunto, os alunos são convidados a assistir aos ensaios, e, num ambiente descontraído, onde os músicos mais experientes “afinam” os instrumentos para as festas e concertos que se avizinham, sob a mestria do seu director artístico, os alunos procuram tomar conhecimento do repertório e preparam-se para que um dia possam participar activamente nas festas e romarias, ajudando a banda de Rio Tinto a crescer e, quem sabe, participando, com esta, em encontros Internacionais, como o Certamen Internacional de Bandas de Música que decorreu em 2007 em Valência. “Considero a escola um bom projecto, que permite q quem quer aprender música realizar o seu sonho. Neste momento, tenho apenas dois alunos e espero brevemente vê-los no ensaio a tocar connosco, porque poderei dizer ‘ajudei-os a tornarem-se verdadeiros trompetistas!’ (Catarina Rita, trompetista da BSCRT)”
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